o estudo do DESENHO I

O Desenho é a forma mais primitiva da comunicação, anterior à escrita. Muito antes da escrita ser inventada, o ser humano já contava histórias através do desenho. As obras de arte relacionadas àquilo a que hoje conhecemos como desenho foram primeiramente produzidas pelo Homem pré-histórico, com o intuito de narrar cenas, e de contar a vida quotidiana. Os mais antigos registos pertencem à época do paleolítico, passando depois por todas as épocas seguintes. No antigo Egito o desenho era considerado elemento decorativo dos templos, sendo que, só nessa altura foi considerado desenho como arte. Os gregos utilizavam o desenho como forma de representar os deuses divinos, como prova de gratidão e reconhecimento. Na Mesopotâmia o desenho foi o precursor da cartografia, sendo assim, utilizado para criar representações da terra e de rotas de viagens.


Podemos talvez comparar o desenho ao atletismo. O atletismo surgir na Grécia com os primeiros jogos olímpicos, e apareceu como ferramenta essencial ao desenvolvimento motor do homem. Através do atletismo foram criados outros desportos, como a corrida de barreiras, o salto em comprimento, as maratonas, etc. O desenho é igual. Surgiu há milhares de anos, e foi criado com um propósito: comunicar, sem que houvesse obstáculos de cultura linguística. O desenho é uma ferramenta intelectual, que tal como o desporto, pode ser desenvolvida.


Há duas partes no desenho: a execução técnica do próprio desenho e a sua compreensão.

A sua execução é uma habilidade puramente mecânica. É uma coordenação mão-olho-cérebro, que pode ser treinada.

A segunda parte tem a ver com a compreensão e construção visual feita pelo cérebro. É essencial treinar o campo visual do cérebro, perceber as cores, perspectivas e formas. Perceber como as cores se misturam, e como são as texturas da natureza.



Edwards, Betty - BettyEdwards_Desenhandocomoladodireitodocerebro

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